Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Twittando


Tô viciada no twitter. Primeiro, não sei como os caras da info ainda não bloquearam o tal do microblog, mas melhor pra ‘nozes’. O vício é tanto que o twitter é agora o segundo site que entro quando acesso a net. Daí começo a sacar o que tá rolando, os desdobramentos e tudo mais. Quando vejo já perdi mais tempo do que deveria.

Considerando coisas importantes que aconteceram nos últimos dias como a morte de Michael Jackson e a queda de mais uma avião da Air France, o twitter não deveria ser assunto de post. Mas, nos últimos dias, a ferramenta tem sido usada principalmente por artistas para fazer ‘lobby’ social como o #forasarney, que na verdade foi uma invenção de anônimos, que tentaram colocar o tema no trending topics.

Sou totalmente a favor de usar o twitter para campanhas de mobilização, com certeza já deu pra conferir nos posts de protesto e desabafo do TORMENTA. Mas o povo ‘famoso’ exagera. Fala sério! Sem nem querer explorar o papelão com o Ashton Kutcher que já é assunto velho, agora as ‘celebridades’ inventaram de soltar número de celular no twitter.

Pegando todos os desavisados, o Tarso Cadore (BG) enganou meio mundo virtual com o ‘descuido’. Logo depois a anunciaram que era uma ação dos Piratas, o nome do grupo dos ‘super astros’ no Twitter. Hoje, vem o Deto*nada (TSC) fazer a mesma merda, achando que vai ‘causar’. Fala sério! Querem publicidade, marketing? Contratem uma agência.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Cantar e brincar

Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar.

Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem.

Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.

Eduardo Galeano

Mais estresses da semana

Tá. Quem lê isso aqui já deve ter percebido que eu sou estressada. Confesso! Mas gente imagem só a situação. Você está no supermercado, na fila do caixa rápido com limite de 10 volumes, e, bem na sua frente, tem uma moça com o carrinho cheio de compras. Beleza né? Beleza nada. "Será que essa mulher não saber ler?" Você pensa. Até que aparece uma 'santa' senhora e fala pra moça: "Minha filha, nessa fila só passa 10 volumes". A mulher vai embora. E eu penso: "Justo".

Mas, nada minha gente. É agora que começa a palhaçada. A tal da 'santa' senhora, que de boba não tem nada, simplesmente se instala no lugar da mulher do carrinho lotado, ignorando as pessoas de trás que estão esperando para serem atendidas. Eu olho aquele absurdo e não consigo acreditar. Como assim? Sem conseguir me controlar começo a esbravejar: "Não acredito que uma velha dessa não tem vergonha na cara! Nessa idade, furando fila". Pronto. Falei mesmo.

A vovozinha nem olha pra trás de vergonha. Fala sério! Como uma pessoa quer ser respeitada se não respeita os outros? Pra acabar de completar, aparece a filhinha dela e despeja mais um monte de bagulhos na cestinha da velha, ultrapassando e, muito, o limite de dez volumes, antes reivindicado por ela. Santa hipocrisia! Percebo agora que tudo não passou de um amplo arquitetado para roubar um lugar na fila. Tá, tô exagerando. Mas fiquei puta com a falta de respeito.

Em outro belo dia, estamos no trânsito e uma moça ao nosso lado coloca o carro no meio da rua, sem esperar a sua vez para passar. Um outro motorista olha pra ela de cara feia, e ela recua um pouco o carro pra trás, mas sem interromper o papo empolgante no celular. Num outro momento, estamos em frente ao carro da Penélope Charmosa quando ela começa a buzinar enlouquecidamente para 'avisar' de maneira singela que a direita é livre.

Juro, gente. Minha vontade era descer e arrancar aquela perua do carro. Mas, seguimos em frente e paramos ao lado dela. Esbravejamos toda nossa raiva com a 'senhora cheia da razão', mesmo dirigindo com celular na hora e atrapalhando o trânsito. Sua atitude como dondoca foi virar o rosto para o lado numa atitude "Não-cansem-minha-beleza". Vaitifudêantesqueeumesqueça!

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Recordações de uma cunhã

Todo amazonense que se preze tem um boi do coração (ou da estrela, para ser democrática). Antes que se faça confusão, explico aos leigos que o boi a que me refiro não é aquele de carne e osso não. Mas, sim, os bois de pano, de Parintins. De um lado o Garantido: branco com o coração encarnado na testa. E do outro, o Caprichoso: touro negro da estrela azul. Pois bem. Encantados com a magia do Festival Folclórico da ilha Tupinambarana, milhões de turistas das mais variadas e longínquas partes do mundo escolhem o município para se divertir no último final de semana do mês junho. Apesar de filha da terra amazônica, confesso nunca ter presenciado os encantadores rituais indígenas e o bailado da sinhazinha. Muito menos pude apreciar de perto a beleza da cunhã-poranga e o som vibrante da batucada ou marujada no Bumbódromo. Mas admito, vontade não falta. E essa vontade por muito tempo cultivada cresceu ainda mais com a leitura de "Conversa pra boi dormir" do jornalista amazonense Mário Adolfo. Meu "coleguinha" – como Mário se refere àqueles da mesma profissão – garantiu a mim uma viagem ao passado, mais precisamente aos meus sete anos de idade. Foi exatamente em 1992, que comecei a freqüentar com minha família o curral do boi-bumbá Garantido, realizado na Tvlândia naquela época. No caminho para a festa, que mais era um ensaio simples sem muitos efeitos mirabolantes como existem hoje, me lembro bem de ir feliz da vida na Kombi do meu pai, cantando as toadas de Chico da Silva, repercutidas pela fita cassete. Também me recordo de como fiquei assustada no dia em que ouvi o amigo de papai dizer: "Hoje o boi vem!" Como qualquer criança que leva tudo ao pé da letra, imaginei um bovino de verdade no meio do povo. Fiquei com medo. Mas, o receio logo, logo passou. Pois, percebi que o Garantido – como se canta na toada – só "é perigoso, porque rouba coração". Assim, totalmente seduzida com a presença do "boi do povão", mais ritmado se tornou meu "dois-prá-lá e dois-prá-cá". Porém, o tempo passou, deixamos de ir ao curral e o desejo de me tornar cunhã-poranga foi-se embora. Mas, ficaram as lembranças e junto a esperança de um dia reviver a alegria de minha infância cabocla.

*Em homenagem a decepção de hoje. Crônica de 2007.

Mico do ano



Fui cortada da viagem de Parintins. Yes, tô puta. Puta com a falta de consideração de não terem comunicado meu corte. É melhor eu nem continuar escrevendo...